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CARTÉIS MEXICANOS EM MOÇAMBIQUE?

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O Sintoma Invisível da Corrupção que Devora as Nossas Fronteiras Invisíveis Como moçambicano, nascido e criado nas ruas — onde o cheiro do mar se mistura com o pó das estradas esburacadas — é impossível ler certas notícias sem sentir uma raiva surda. Não é surpresa; é confirmação. Há mais de 30 anos, desde os Acordos Gerais de Paz de 1992 , foi-nos prometido um Moçambique novo: democrático, próspero, institucionalmente sólido e livre da opressão. O que se construiu, porém, foi outra coisa: um Estado capturado, refém de uma governação que, sob a bandeira da FRELIMO , se degenerou em corrupção sistémica, dívidas ocultas e incompetência crónica. A recente sentença de 12 meses de prisão no Botsuana aplicada a seis cidadãos mexicanos, ligados a um cartel de drogas com operações em Moçambique, é apenas a ponta visível de um icebergue profundo e antigo. A multa simbólica de P5.000 — convertível em cinco anos de prisão se não paga — soa quase a ironia judicial. Estes indivíduos entraram ileg...

A SOMBRA NO FUTEBOL AFRICANO

Corrupção, Anti-Jogo e os Desafios nas Afrotaças Por um " Analista de Futebol e Verdades Incômodas"  O futebol africano é um caldeirão de paixões, talentos inatos e narrativas épicas de superação. No entanto, por trás dos golos espetaculares e das vitórias improváveis, esconde-se uma realidade sombria que corrói o desporto rei: a corrupção endémica , o match-fixing (manipulação de resultados) e o anti-jogo como ferramenta estratégica. Inspirado numa conversa casual num grupo de WhatsApp sobre os recentes jogos dos clubes moçambicanos nas competições continentais da CAF (Confederação Africana de Futebol) – especificamente os Black Bulls contra o AC Léopards do Congo-Brazzaville e o Ferroviário de Maputo contra o NEC FC de Uganda –, este artigo mergulha sem rodeios nessa "sujeira desportiva". Com base em relatos, investigações e rumores que circulam na web e nas redes sociais, exploramos o que realmente acontece nos "terrenos complicados" de África, ...

O AMOR NÃO É UM PALCO

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A Ilusão da Performance e o Colapso da Intimidade Moderna Durante esta semana, fui surpreendido por um padrão inquietante que se repetia nas conversas, nos posts e nos pequenos desabafos espalhados pelas redes sociais. Brigas entre casais, acusações recíprocas, insatisfações íntimas, reclamações sobre a “performance” dos parceiros e, por vezes, desilusões construídas a partir de expectativas mal definidas. Tudo isto era apresentado como se alguém, algures, tivesse obrigação de possuir a resposta certa, o gesto certo, a posição certa, a atitude certa — uma espécie de manual emocional que ninguém escreveu, mas que todos parecem exigir, pois, até algumas televisões e rádios propalaram sobre isso. Ao observar este mosaico de inquietações, concluí que não se trata apenas de crises individuais. É o reflexo de algo maior: o impacto da mídia, da cultura de exibição e da forma distorcida como as redes sociais moldam as nossas relações. Nunca tive uma opinião definitiva sobre este fenómeno — e t...

UM OLHAR CRÍTICO SOBRE MOÇAMBIQUE E O MUNDO

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Onde é realmente seguro beber água da torneira, no mundo? A circulação de mapas simplistas nas redes sociais tornou-se prática comum. Um dos mais populares mostra, em verde e vermelho, os países onde se pode ou não beber água da torneira com segurança, atribuindo a autoria ao Centers for Disease Control and Prevention (CDC), dos Estados Unidos. @CDC/freepik: Mulher africana derramando água em um recipiente ao ar livre À primeira vista, a imagem é impactante: quase toda a Europa Ocidental, América do Norte e Austrália aparecem como “seguras”, enquanto África, América Latina e boa parte da Ásia são pintadas de vermelho, como se a torneira fosse sinónimo de risco inevitável. Mas até que ponto esta representação corresponde à realidade? E que implicações tem para Moçambique? A fonte da alegação e as suas fragilidades O CDC de facto disponibiliza recomendações para viajantes, alertando sobre precauções com água e alimentos em diferentes países. Em nações de alta renda, refere que as norm...

O CASO DO CENTRO DE SAÚDE DE MITEME

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Quando Denunciar um Crime Público se Transforma em Castigo Em Moçambique, ser honesto muitas vezes custa caro. O exemplo mais recente vem do distrito de Tambara, província de Manica, onde um técnico superior de saúde, Paresse Filipe Paresse, viu-se transferido e afastado da sua função de director do Centro de Saúde de Miteme depois de denunciar aquilo que a comunidade considera crimes públicos cometidos por um responsável local. A denúncia da população Segundo relatos e testemunhos recolhidos, o chefe da secretaria da localidade de Miteme é acusado de práticas graves e repetidas contra a população. Entre as acusações constam: Desvio de sacos de adubo destinados à comunidade; Cobrança ilícita de 100 meticais por pessoa para que cidadãos pudessem entrar no Programa de Acção Social Produtiva (PASP); Desvio de alimentos do Programa Mundial de Alimentação (PMA), incluindo sacos de arroz e óleo, que deviam aliviar a fome na região; Fiscalização abusiva, com aplicação de multas exorbitantes: ...

E SE USASSEMOS O ÓDIO COMO UM COMBUSTÍVEL DE MUDANÇA "POSITIVA"

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O Ódio que se Desperdiça e a Nação que Não se Constrói O receio de estar a se preparar um "Nepal" em Moçambique de qualquer lado é mais forte que a esperança de um país de paz nos próximos momentos. Lino TEBULO.  A cena que circula nas redes sociais — de um homem brutalmente agredido até à morte por vestir uma camisola da FRELIMO em Nampula — não é apenas um episódio isolado de intolerância política. É um retrato cru daquilo que Moçambique vem alimentando: a canalização da raiva popular para o caminho mais fácil, o da destruição, em vez de a transformar em energia construtiva. A pergunta que deve ecoar em todos nós é simples: porque razão o ódio contra a FRELIMO, em vez de se converter em violência, não se transforma em acções concretas de bem comum para o futuro? A resposta exige que deixemos de lado os filtros da retórica política e encaremos o problema sem reservas. O povo moçambicano carrega décadas de frustração acumulada — promessas não cumpridas, corrupção enraiz...

"Estou prestes a deixar-vos....

💥À VOSSA ATENÇÃO POR FAVOR!⚠️ *A QUEM PERTENCE TANTA LUCIDEZ VERTIDA NESSE TEXTO LONGO PORÉM BEM TRAGÁVEL? 👇🏿👇🏿👇🏿* "Estou prestes a deixar-vos. Lembro-me bem, quando numa reunião magna do nosso partido disse que o Povo não estava com a Frelimo, alguns disseram e bem, que estávamos a comer sozinhos. Foi muito triste perceber que nenhum dos membros presentes prestou a mínima atenção a estas questões.Percebi que estava sozinho, eu e alguns poucos estávamos não alinhados. Foi há mais de 15 anos.  O Povo já não acreditava na Frelimo, todos nós tínhamos consciência disso. Não mudamos de atitude, pelo contrário, em cada segundo que passa o Povo odeia mais a Frelimo. Já não existe mais a nossa Frelimo, existe um gang criminosa, que assaltou a Frelimo. Uma gang, que rapta, que assassina, que tortura, que ameaça. Com o camarada Chissano, começaram os assassinatos, só para lembrar Carlos Cardoso e Siba Siba, com o camarada Guebuza uma autêntica vergonha, utilizou as Fds, pior ainda a ...

Eduardo Mondlane: Figura Pública ou Propriedade Familiar?

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Um Debate Sobre o Legado e o Direito ao Uso de Seu Nome.  EDUARDO CHIVAMBO MONDLANE Eduardo Chivambo Mondlane (1920-1969) Há coisas que não cabem na mente de qualquer moçambicano de diligência média. Anda nas Redes Sociais um suposto comunicado da Família Mondlane a pretender dar aulas ao povo, sobre quem deve e quem não deve fazer uso do nome de Eduardo Mondlane.  Um verdadeiro não assunto. Um tema tardio, retardado e desnecessário.  Eduardo Mondlane não pertence à família Eduardo Mondlane. Eduardo Mondlane é uma figura trans-familiar, trans-tribo, trans-provinciano.  Eduardo Mondlane é uma sombra que, a todos cobre e, qualquer moçambicano pode reivindicar para si o uso do seu nome, ele é figura pública. O nome Eduardo Mondlane já não é assunto familiar. É assunto de todo um povo.  De contrário,  um dia vão ter de mostrar onde é que a família Mondlane assinou, a dar o seu consentimento para que Eduardo Mondlane fosse proclamado Herói Nacional ou, em se...

Como pode um Deus ter "Dedo Podre"?

Nesta, convidámos ao leitor a refletir criticamente sobre as interseções entre religião, política e moralidade, especialmente no contexto africano. Como pode um Deus ter "Dedo Podre"?  A expressão "Dedo Podre" é comumente usada no seio dos mais velhos, anciãos ditos como as bibliotecas e guardiões da essência do modo de vida e preservação das nossas tradições, ao se referirem àqueles que escolhem parceiros incompatíveis no seu casamento. O que significa, diga-se, 'escolher errado'. Mas também, quando por alguma razão o indivíduo está inocentemente fazendo escolhas erradas em outros aspectos da vida, ou mesmo tomando decisões que resultem em desastres e isso lhe acontecer frequentemente, diz-se que o sujeito tem "Dedo Podre". Daí que, sendo africano, me veio à cabeça a expressão e o questionamento se por acaso Deus também teria esse defeito. Isso porque já vimos acompanhando há muito, atrocidades perpetradas por altas individualidades de quase todas...

Pico Tira-se Com Pico: Apostar no Venâncio é Vangloriar os Sonhos do Eduardo?

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Ora bem. Enquanto vigora o pesadelo da Frelimo por advento da internet pelas redes sociais, citada numa das manchetes do  Zitamar e observado analiticamente pelo Verbalyzador , apreciamos com agrado o fervecente humor que não falta nos moçambicanos de gema, em intervalos hipnóticos de amargura da crise, uma atrás das outra crise, no meio de incertezas em várias vertentes da vida dos cidadãos moçambicanos.  Foi assim que pedimos por emprestado o pensamento de uma figura digital da rede social do Meta , concretamente o Facebook que numa das suas publicações declara o seguinte, que:  "Um fundou o partido Frelimo para expulsar o colono de raça branca, e outro veio para expulsar a Frelimo". FB:Visão Dos Partidos Onde, em acréscimo aos raciocínio diríamos "o colono da raça negra, sendo "assim que funciona a cadeia alimentar" da vida política moçambicana. Nessa visão, emprestando ainda mais a opinião visionária de um internauta usuário de um dos produtos, ainda do M...